Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa
 

Condutoras eram beneficiadas nos preços porque têm seis vezes menosBlind_Justice acidentes que os homens. Mas o Tribunal Europeu acabou com a discriminação positiva

Longe vão os tempos em que os homens podiam dizer com desdém que «as mulheres ao volante são um perigo constante». Nos dias que correm, provam os dados estatísticos, os homens cometem mais asneiras e estão envolvidos em mais acidentes do que as mulheres. De tal forma que as seguradoras cobram, frequentemente, prémios mais baixos às mulheres do que aos homens, na hora de fazer um seguro automóvel.

Mas esta é uma benesse que milhões de mulheres por toda a Europa podem deixar de ter, por causa de uma decisão do Tribunal Europeu de Justiça, desta terça-feira. O Tribunal abole a possibilidade de bancos e seguradoras avaliarem o perfil de risco de um cliente com base no género, e com base nisso decidirem também os prémios de seguros automóveis e de pensões.

A decisão do Tribunal Europeu de Justiça põe fim às práticas de algumas seguradoras em 14 países, incluindo Itália, Espanha, Alemanha e Reino Unido, onde o risco era avaliado com base em estatísticas que mostram uma divergência entre as esperanças médias de vida e os registos de acidentes de viação dos dois sexos.

A decisão não poderia ter causado mais polémica, escreve a CNN. Para uns, é uma vitória dos aceleras (homens), para outros, a reposição da justiça, já que as mulheres estavam a ser beneficiadas, e para outros ainda, isto acaba com a esperança de muita gente, de ter uma velhice confortável.

As seguradoras afirmam que os prémios de seguros automóvel cobrados às mulheres actualmente chegam a ser até 50% inferiores àqueles que são cobrados aos homens, porque elas representam um risco menor. Os condutores do sexo masculino com idades abaixo dos 29, por exemplo, batem seis vezes mais do que as mulheres da mesma faixa etária, mesmo tendo em conta a quantidade de quilómetros feitos.

Fonte: Agência Financeira