Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa
 

CCDRN receia efeitos da crise ao nível do empregoO presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), Carlos Lage, considerou ontem que esta zona do país continua a oscilar "entre a esperança e a angústia", sendo bastante concreto o risco de a tendência positiva verificada no emprego nos dois primeiros semestres de 2008 vir a ser prejudicada pela crise internacional. "Face às previsões para a economia, corre-se o risco de a tendência não se confirmar nos segundos seis meses do ano", disse.

Recorde-se que o desemprego na Região Norte, contrariando a tendência verificada desde 2002, registou entre Janeiro e Junho uma diminuição substancial: no final de 2007, quando atingiu o seu valor mais elevado, a percentagem do desemprego chegou aos 9,4%, mas recuou, no final de Junho de 2008, para os 8,2%, o valor mais baixos dos últimos três anos e meio. A isto acresceu uma variação da taxa de desemprego homóloga que é a mais positiva dos últimos seis anos, bem como o recuo do desemprego entre as mulheres (de 12% para 9,4%).

Considerando que "os tempos não estão bons para grandes previsões", Carlos Lage garantiu que os fundos comunitários do Quadro de Referência Estratégico Nacional vão ser postos aos serviços da modernização do tecido económico da região, "em vez de se atribuírem subsídios a empresas em ruínas" ou "para fazer longas piscinas e campos de futebol", disse, considerando que esta é a principal contribuição da CCDRN para a política de emprego.

"Esperamos que seja possível, pelo menos, manter a suavização do desemprego e que não haja um agravamento da situação", disse Lage na apresentação de um estudo que avaliou o emprego na região entre 1998 e 2007. Segundo Ana Teresa Lehmann, vice-presidente da CCDRN, pelos dados compilados, é já perceptível, porém, um " evidente salto na qualificação da mão-de-obra": o número de pessoas empregadas apenas com o primeiro ciclo do ensino básico recuou de 49,3 para 35,6 por cento. Os trabalhadores com formação superior passaram, entre 1998 e 2007, dos 6,7 para os 11 por cento.
Fonte: Jorge Marmelo, in Jornal Público