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Os produtos alimentares de marca própria são em média 30% mais baratos donoticias que os das marcas dos produtores, segundo a DECO.

"Nos estudos comparativos que temos feito [da revista Proteste] os produtos de marca própria são muitas vezes a escolha acertada, pela sua qualidade e preço, e num cabaz alimentar permitem, de uma forma geral, poupanças de 30% aos consumidores", afirmou o economista António Souto da Proteste.

Na edição de Outubro desta revista da DECO foram testados dez dentífricos, concluindo os responsáveis por esta análise que os produtos mais eficazes contra as cáries, a placa bacteriana e o tártaro e mais protectores das gengivas estavam entre os mais baratos e eram marcas próprias de supermercados.

"As pastas Continente Tripla Acção e Auchan Creme Total revelaram-se as mais eficazes depois das análises no laboratório. Como custam 99 cêntimos por embalagem (75 ml) reúnem a melhor relação entre a qualidade e o preço e recebem os títulos de Melhor do Teste e Escolha Acertada", lê-se naquela publicação.

Os técnicos da DECO concluíram ainda que, ao corrigir o preço em função das perdas, aquelas pastas de dentes custam 1,08 euros e 1,09 euros, respectivamente, permitindo ambas poupar mais de 2,90 euros face à Sensodyne Total Care (4,01 euros de preço corrigido) e, segundo o estudo, garantem melhor protecção para os dentes.

Em Setembro, a mesma revista publicou testes a 26 amostras de chouriço de carne pré-embalado, dos quais 14 receberam nota negativa por má qualidade, gordura e sal a mais e problemas de higiene e conservação, no entanto as análises concluíram ser a As marcas próprias surgiram em Portugal no início da década de 90, sendo no início associadas a uma menor qualidade que justificava o preço mais baixo, mas passados cerca de 20 anos ganharam a confiança dos consumidores.

"O consumidor já sente um certo à vontade em comprar marcas próprias, às quais está conferida uma certa qualidade. Qualidade ao ponto do estabelecimento ter colocado lá o seu nome como marca", disse à Lusa o economista da DECO.

Fonte: Económico