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Só metade das ofertas foram preenchidas PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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FracoBom 
Quarta, 18 Agosto 2010 19:25



As ofertas de trabalho chegadas aos centros do Instituto do Emprego e Formaçãonoticias Profissional caíram em Junho 2,2%, para um total de 11 449. Mas as colocações de desempregados aumentaram 13,2% face ao mesmo período do ano passado. Mesmo assim, só cerca de metade (6052) das ofertas de emprego é que foram preenchidas. Mas as estatísticas escondem que estas colocações são, em regra, de muito curta duração, quer por culpa dos desempregados, quer das empresas.

Os últimos dados do IEFP, que referem um aumento da taxa de colocações, podem reflectir os efeitos da sazonalidade, ou ainda a antecipação pelos desempregados das novas regras mais penalizadoras para a recusa de oferta de trabalho. Outro factor a explicar aquele aumento pode ainda relacionar-se com uma maior agilidade que o Ministério do Trabalho impôs aos centros de emprego. Mas tal não significa que os empresários estejam satisfeitos com o resultado do processo.

"Os centros de emprego até estão a funcionar de forma mais rápida e dão resposta, mas o problema é que a maior parte das pessoas que nos são enviadas não querem este tipo de trabalho e ao fim de pouco tempo começam a faltar ou metem baixa", disse ao DN o presidente da associação dos industriais da panificação (Acip). Carlos Albertos dos Santos refere que, segundo um levantamento feito recentemente no sector, "só fidelizamos uma em cada dez pessoas que passam pelo balcão das padarias e pastelarias".

A mesma leitura é feita pelos empresários do sector do calçado. Segundo disse ao DN Paulo Gonçalves, da Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado (Apiccaps), "a situação é tão grave para encontrar quem queira trabalhar que já há dezenas de empresas a ponderar deslocalizar a produção para países como Marrocos, Tunísia ou Roménia". As razões têm a ver com uma grande proximidade entre os salários pagos e o valor do subsídio de desemprego.

Fonte: DN




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