| A Arte de Bem Criticar |
| Domingo, 21 Setembro 2008 11:19 | |||||||
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· Faça-o em tempo útil. Uma crítica eficaz tem de ter por base acontecimentos recentes e não trazer assuntos do passado para cima da mesa. Idealmente, o feedback deve ocorrer logo após a apreciação ou constatação do facto, sem compassos de espera que retirem utilidade à analise efectuada. · A crítica profissional deve ser individual e privada. A regra de ouro, sobretudo nas relações profissionais, é saber preservar o momento dos olhares públicos e de comentários alheios. Faça a sua avaliação em privado, sobretudo quando quiser focar a atenção em aspectos negativos. · Não seja exclusivamente negativo. Tente sempre associar alguns aspectos positivos quando aponta falhas ou faz uma análise negativa ao desempenho, aproveitando o momento para reconhecer também o valor das boas performances . Desta forma, atenuará possíveis reacções destrutivas que prejudiquem a motivação e, consequentemente, a produtividade. · Use sempre a razão. Um feedback construtivo só pode funcionar quando baseado unicamente em razão e elementos objectivos, pelo que é essencial dissociar-se de quaisquer condicionante afectiva ou emocional. Procure concentrar-se nos factos e nas suas consequências a nível profissional, evitando classificar o comportamento pessoal de quem quer que seja. · Concentre-se em factos específicos. Uma análise, seja ela positiva ou negativa deve sempre basear-se em actos, nunca em opiniões ou sensibilidades relativamente a determinada temática. · Orientação, o par ideal da crítica construtiva. É fundamental fazer acompanhar uma análise crítica de uma orientação construtiva que possa servir de apoio para correcção e melhoria das práticas habituais. É essencial que, quer o “crítico” como o “criticado” saiba traçar um caminho para o objectivo final comum. · Seja objectivo. As “indirectas” não funcionam para questões profissionais. Alusões dissimuladas podem ser interpretadas de diversas formas e, por norma, nunca o são da forma como o seu autor pretendia. · Faça-o com talento e empatia. Quem avalia terceiros tem de ter especial cuidado na forma como se expressa e transmite a sua avaliação. A linguagem corporal é de fulcral importância pois, para a crítica surtir efeitos, é fundamental estabelecer uma relação de confiança e credibilidade.
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