Home Emprego Desemprego Subsídio para alguns “recibos verdes” está em vigor mas só chega em 2013
Subsídio para alguns “recibos verdes” está em vigor mas só chega em 2013 PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Segunda, 02 Julho 2012 19:17



Diploma entrou em vigor em Julho mas os efeitos práticos só começam a ser sentidos no próximo ano.noticias

As regras do novo subsídio de desemprego para grupos específicos de trabalhadores independentes já estão em vigor desde 1 de Julho mas a prestação só estará disponível a partir de 2013. Tal como o Diário Económico noticiou em Março, quando o diploma foi publicado em Diário da República, o subsídio vai passar a chegar a "recibos verdes" considerados economicamente dependentes, ou seja, que obtêm 80% ou mais dos seus rendimentos de uma única empresa. No entanto, é preciso que estes trabalhadores contem com 720 dias de actividade nos últimos 48 meses - contas feitas, são necessários, pelo menos, dois anos de contribuições nos últimos quatro, para aceder à prestação. E também é necessário que a empresa contratante tenha pago a taxa devida durante dois anos.

Mas é preciso ter em conta que o critério de "economicamente dependente" (que pode indiciar situações de "falsos recibos verdes") está definido no código contributivo - é este diploma que estabelece que as empresas em causa têm de descontar 5% sobre os serviços que receberam daquele trabalhador. Ora, o código contributivo só entrou em vigor em 2011, e, portanto, 2012 foi o primeiro ano em que os trabalhadores independentes tiveram de entregar à Segurança Social a declaração (relativa ao ano anterior) que prova se o seu rendimento foi, ou não, gerado sobretudo por uma entidade. Portanto, só em 2013 será possível averiguar se estas pessoas eram economicamente dependentes, em 2012, pelo segundo ano. E também só em 2013, será possível saber se as empresas pagaram a taxa de 5% durante dois anos seguidos.

Já em Março, fonte governamental tinha garantido ao Diário Económico que o diploma entraria em vigor em Julho mas, "na prática", os efeitos só seriam sentidos "em Janeiro de 2013". A informação foi agora novamente confirmada.

Ainda que o novo apoio se restrinja a um grupo específico, o Executivo também vai estudar com os parceiros sociais uma prestação para outros trabalhadores independentes, nomeadamente empresários em nome individual, tal como ficou prometido no acordo tripartido.

Fonte: Económico 




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